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domingo, 20 de outubro de 2013

A BIOGRAFIA de José SOCRATES



Aqui o ANIMAL FEROZ como ficou conhecido recentemente com o seu regresso à vida pública no SEU programa da RTP, depois de uma deleitosa estadia em Paris, merece o meu destaque com a exposição da sua biografia. Quer queiramos quer não, este homem marcou a história política de Portugal. Todos sabemos que fez muita mer**, mas resta saber se outro qualquer no seu lugar não teria feito muito pior, até porque com a nata que sobrevive da política não era difícil encontrar um que nos tivesse enterrado muito mais. Aliás, Guterres e Cavaco, por exemplo, foram bem mais enterras do que este.

Pantomineiro Mor


José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, mais conhecido por José Sócrates é um político português. Nasceu no Porto mas foi registado em Vilar de Maçada, Alijó, a 6 de Setembro de 1957. Filho de Fernando Pinto de Sousa e de Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, Sócrates tem dois irmãos mais novos, António Carvalho Pinto de Sousa e Ana Maria Carvalho Pinto de Sousa, falecida em 1988.

José Sócrates passou a infância e a adolescência na Covilhã, onde ficou a viver com o seu pai depois deste se separar de sua mãe. Frequentou a Escola Secundária Frei Heitor Pinto e posteriormente prosseguiu os estudos no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, onde fez o bacharelato como engenheiro técnico civil. Esteve depois matriculado durante cinco anos na Universidade Lusíada, em Direito, mas optou por desistir do curso.

Nos anos 80, Sócrates começou a exercer a função de Engenheiro Civil, trabalhando em diversos projetos privados. Nesta fase trabalhou sobretudo com emigrantes e as construções concentravam-se, sobretudo, na zona da Covilhã. O seu trabalho não era grandemente apreciado pelos serviços camarários e chegou a ser alvo de duas repreensões por unanimidade por parte da Câmara Municipal da Covilhã, para além de ser ameaçado com a possibilidade de sofrer sanções legais. Depois de se ter tornado deputado, assinou pelo menos 21 projetos, quando ilegalmente já estava impedido de o fazer.

Entretanto, já se havia iniciado na vida política, tendo sido um dos fundadores da Juventude Social Democrata da Covilhã. Deixaria a estrutura um ano após a sua criação, devido à sua mudança para Coimbra. Em 1981, decidiu deixar o Partido Social Democrata e filiar-se no Partido Socialista (PS). Dois anos depois tornou-se presidente da concelhia socialista da Covilhã e presidente da federação distrital de Castelo Branco, cargo que manteve até 1995.

Entretanto tornou-se ainda Engenheiro Técnico para a Câmara Municipal da Covilhã, cargo que manteve até 1991, data em que foi afastado devido à fraca qualidade dos seus projetos e ao não acompanhamento das obras de construção. Em 1987 foi eleito deputado à Assembleia da República, pelo círculo eleitoral de Castelo Branco. Curiosamente, a sua primeira intervenção de relevo no parlamento foi em defesa de um projeto-lei que tinha como objetivo permitir a prática do nudismo em Portugal.
No período entre 1989 e 1996 foi membro da Assembleia Municipal da Covilhã. Em 1991, ganhou maior importância na estrutura do Partido Socialista, ao ser designado porta-voz das questões ambientes e ao passar a integrar o Secretariado Nacional do Partido Socialista.

Com a chegada ao poder de António Guterres, ocupou o cargo de secretário de Estado Adjunto do ministro do Ambiente. Dois anos depois, tornou-se ministro-adjunto do Primeiro-Ministro, tendo sob a sua tutela as pastas da Toxicodependência, Juventude e Desporto. Sócrates seria um dos responsáveis por conseguir trazer a realização do Campeonato Europeu de Futebol de 2004 para Portugal.

No segundo mandato de Guterres, assumiu o cargo ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. O seu mandato ficaria marcado pela questão da coincineração e mais tarde, pelo licenciamento do Freeport. Com a chegada ao poder do Partido Social Democrata, Sócrates voltou a ocupar o seu lugar no parlamento, ao mesmo tempo que se tornou comentador político na Rádio Televisão Portuguesa (RTP).

Em 2004, Ferro Rodrigues abandonou o cargo de secretário-geral e Sócrates candidatou-se ao lugar, tendo como oposição dois nomes fortes do partido, Manuel Alegre e João Soares. José Sócrates acabou por ser eleito com grande vantagem, tendo mais de 80% dos votos. Apenas um ano depois realizaram-se eleições legislativas, e Sócrates conseguiu conduzir o PS a uma vitória expressiva, alcançado mais de 45% dos votos, contra apenas 28% do PSD. José Sócrates tornou-se assim no Primeiro-Ministro de Portugal.
Já nas eleições legislativas de 2009, o PS logrou conseguir manter-se no poder, mas viu a sua margem de vitória reduzir substancialmente. O PS obteve 36,55% dos votos e o PSD, 29,11%. O governo de Sócrates tentou introduzir reformas e reduzir a burocracia, através da implementação de programas como a Empresa na Hora, o PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado) e o Simplex (Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa).

Outra das bandeiras de Sócrates foi a introdução do Plano Tecnológico, que visava tornar o país mais competitivo, modernizando a economia. Este pressuposto assentava em três traves mestras: conhecimento, tecnologia e inovação. Uma das faces mais visíveis deste programa foram os portáteis para crianças “Magalhães”, assim batizados em honra do navegador português Fernão de Magalhães.

Foi também durante o governo de Sócrates que foram aprovadas leis que geraram amplos debates a nível nacional. Um dos exemplos foi a legalização do aborto. Depois de ter sido efetuado um referendo, em que a maioria dos votantes se mostrou favorável à lei, mas que não teve a participação necessária para ser juridicamente vinculativo, o governo decidiu avançar mesmo com a alteração. Foi também o governo de Sócrates que aprovou a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A 22 de Março de 2011, o IV Programa de Estabilidade e Crescimento foi rejeitado na Assembleia da República e o governo viu-se obrigado a pedir ajuda ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira. No dia seguinte José Sócrates apresentou o seu pedido de demissão. Foram então marcadas novas eleições legislativas. Sócrates voltou a candidatar-se, mas foi derrotado por Pedro Passos Coelho.

José Sócrates é bastante discreto na sua vida familiar. Casou-se com Sofia Costa Pinto Fava, engenheira de profissão, de quem se divorciou no final da década de 90. O casal tem dois filhos adolescentes, José Miguel Fava Pinto de Sousa e Eduardo Fava Pinto de Sousa.

Em 2011 passou por momentos familiares difíceis. O seu pai faleceu em Julho, aos 84 anos de idade, vítima de uma hemorragia cerebral. Poucas semanas depois, foi António, o seu irmão que faleceu, enquanto esperava para receber um transplante de um pulmão compatível. Sócrates esteve na Corunha, onde o seu irmão estava internado, a acompanhá-lo durante as suas últimas semanas de vida.

Sócrates é também conhecido por ser um amante de jogging, já tendo participado em provas como a Meia Maratona de Lisboa.

IN http://www.fotosantesedepois.com/jose-socrates/



O BEST OF da entrevista de JOSÉ SÓCRATES ao jornal Expresso

Isto foi mesmo um miminho! Sócrates no seu melhor a partir a loiça toda. Gosto, entre outros, da referência ao Ministro das finanças alemãs como o .... ESTUPOR!

Pantomineiro Mor


O ex-primeiro-ministro José Sócrates disse em entrevista publicada hoje pelo Expresso, que não pretende voltar a depender do "favor popular", em resposta a uma questão sobre as próximas presidenciais, embora se defina como "um homem de acção".
"Não sinto nenhuma inclinação para voltar a depender do favor popular. Embora seja mais um homem da acção que da vida contemplativa que tive nestes dois anos, que não é o que sei fazer", afirmou o ex-líder socialista, que disse só saber viver em "determinação" e "contingência".

Sócrates voltou a justificar o regresso ao comentário político por estar a ser "atacado sem defesa", depois de se ter fixado em Paris para estudar quando perdeu as legislativas em 2011: "Nem sabia que existiam vidas tão boas."

Na entrevista, o actual comentador político recordou o período que antecedeu o pedido de assistência financeira internacional, insistindo que o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) IV podia tê-la evitado, "mas os filhos da mãe da direita em Portugal deram cabo de uma solução apenas para ganharem uma eleição".

Sócrates descreveu um encontro, no início de 2011 em Berlim, com a chanceler alemã, juntamente com o "estupor" do ministro das Finanças, Wolgang Shäuble, que "todos os dias punha notícias nos jornais" contra Portugal, e citou Angela Merkel a dizer que era "a única na Alemanha" que achava que Lisboa não precisava de ajuda.

"[Durão] Barroso esteve sempre do nosso lado" e "defendeu Portugal, foi um patriota", lembrou o socialista, referindo que muito do que se construiu no PEC IV foi com o presidente da Comissão Europeia. "Regresso de Berlim e acho que temos isto feito", acrescentou.

O ex-chefe de Governo mencionou um encontro, após a reunião em Berlim com o então líder do PSD, Pedro Passos Coelho, "para lhe dar conta da situação" e dizer que urgia salvar Portugal.

Ao ser confrontado na entrevista com a questão de que Passos Coelho sempre disse que não sabia de nada, Sócrates respondeu que ele "mentiu e deixou que outras pessoas mentissem".

O Presidente da República também foi visado na entrevista ao Expresso: "Fizeram-me uma malandrice. Pensada a partir de Belém. Foi o momento escolhido para dar cabo do Governo, criar uma crise política e levar-nos a assinar o memorando. Resisti o mais que pude, mas a realidade impôs-se."

Sócrates referiu-se também à nacionalização do BPN, dizendo que inicialmente "não sabia o que aquilo era" mas depois considerou que o "risco sistémico era real e "[o ministro das Finanças] Teixeira dos Santos estava apavorado com esse risco e uma corrida aos bancos".

"Arrependermo-nos é errarmos duas vezes. Posso ser ingénuo, mas nunca me ocorreu que aquilo fosse o que foi", declarou Sócrates ao Expresso, reiterando que o seu erro foi, em 2009, "ter aceite um governo minoritário".

"Custou-me os olhos da cara pedir ajuda. A alternativa era o "default". Assinei. O que é que podia fazer? Já ninguém lá fora dava nada por nós. Foi o que a direita quis, obrigar a pedir a ajuda e o PS assinar o memorando", afirmou. "Ficou como a minha pedra no sapato."

Sócrates comentou a sua disputa com Manuel Alegre no PS, considerando que é "um engano" pensar que o histórico socialista é mais de esquerda do que ele, e disse que é o "chefe democrática que a direita sempre quis ter", embora as suas características que "a direita acha que são de direita não são".

O ex-líder socialista lança o seu livro "A Confiança no Mundo", na quarta-feira em Lisboa, que resulta da sua dissertação em 2013 no Institut d'Études de Paris para o grau de Mestre em Teoria Política.

O livro, que será apresentado pelo ex-Presidente brasileiro Lula da Silva, "talvez o melhor amigo dos tempos da acção política", dedica-se ao tema da tortura, e foi escolhido por Sócrates após se confrontar com a prática de violação de direitos humanos para efeitos de confissão pelos Estados Unidos.

"Uma das razões porque escrevi este livro foi porque senti que os Estados Unidos enganaram muitos dos seus aliados", afirmou na entrevista o político socialista, mantendo que nunca teve provas da passagem de suspeitos terroristas na base das Lajes, a caminho da prisão de Guantánamo, e criticando a prática de assassínios selectivos pela administração de Barack Obama.

Embora enquadrada numa reflexão sobre o Estado e a democracia, Sócrates disse que "a responsabilidade de um político perante a comunidade que o elegeu é o respeito pela Constituição e da lei".

"A partir do momento em que um traste de um político invoca a razão de Estado para pôr em causa a Constituição e a lei, ele atravessa a minha linha vermelha. Ele não está a defender o estado, está a matá-lo!", concluiu.
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