
Apenas uma pergunta ao Bernardino Soares. Depois da visita que fizeste a este nobre país, esta notícia dá-te algumas ideias para a Câmara de Loures?
Pantomineiro Mor
Divulgação da execução foi acompanhada de purga da maior parte da cúpula herdada do pai e mostra quem manda efectivamente no país
A execução do tio do actual líder norte-coreano, Chang Song-thaek, por alegadamente ter "traído" Kim Jong-un, foi a purga mais rápida, brutal e pública de sempre do poder absoluto e reino de terror imposto pela dinastia Kim há três gerações.
Com a execução do tio, Kim Jong-un fez uma razia na maior parte da cúpula herdada do pai e fortalece o seu novo reinado de terror.
A agência de notícias de Pyongyang (KCNA) disse que Chang Song-thaek admitiu no tribunal militar a intenção de derrubar Kim Jong-un, tendo sido imediatamente executado depois do julgamento.
Chang tinha sido preso à vista de todos na passada terça-feira, quando participava numa sessão extraordinária do partido, enfrentando acusações de corrupção e traição, bem como de mulherengo.
A agência noticiosa estatal qualificou Chang Song-thaek como sendo "pior do que um cão" e "verme humano". Os ataques da imprensa não se ficaram por aqui, já que a TV estatal mostrou as imagens de Chang Song--thaek a ser detido e arrastado para fora da reunião do partido por dois guardas.
O director do Centro de Serviços de Informação e Estratégia norte-coreano, Lee Yun-keol, afirmou que "a dinastia norte- -coreana é liderada por uma mentalidade hereditária baseada no sangue absoluto". Durante o dia de ontem, milhares de pessoas choraram quando souberam da morte de Chang através da imprensa local. O tio de Kim tinha inúmeros seguidores e era considerado próximo de Pequim.
A comunidade internacional não demorou a reagir à execução do antigo membro do governo de Kim-Jong il. Washington declarou em comunicado que, "caso os relatórios confirmem que houve a execução, isso é mais um exemplo da tirania construída pelo regime norte- -coreano".
Pequim também reagiu ao sucedido, mas disse não querer "interferir nos assuntos internos da Coreia do Norte".
O presidente sul-coreano declarou que o Norte está identificado com o "terror".
No Japão, o porta-voz do governo pediu calma para analisar a situação enquanto Tóquio se aconselha com outros países.
A notícia da execução de Chang Song-thaek foi geralmente entendida por especialistas como uma "purga política". Brian Myers, da Universidade de Busan, garante que "as ideias de Chang tinham muitos seguidores".
in http://www.ionline.pt/artigos/mundo/coreia-norte-kim-jong-un-executa-tio-consolida-reino-terror




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