quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Tão simples como saber se é "FILHO DA" ou "FILHO DE"


Só mesmo neste país! Andamos há meses a patinar sobre o “de câmara” e o “da câmara”! Tudo acaba por ir ao Tribunal Constitucional e qualquer dia qualquer pequena rixa de parque de estacionamento também vai ter que passar pelas barbas dos 13 juízes, quando na realidade meia dúzia de insultos e em caso extremo uns amolganços resolveriam a situação. Bem sei que esta disputa sobre o “de” ou “da” câmara dificilmente se poderia resolver com uns piropos entre deputados, ou com um engalfinhar de candidatos na praça pública, mas que diabo, assim não dá mesmo!

Em primeira instância, a baralhação em torno do “de” ou do “da” é absolutamente ridícula, por isso desde já um valente atestado de incompetência para deputados e legisladores, tudo malta de educação superior, mas em português, fraquito, recomento por isso a leitura em voz alta dos Lusíadas e à noite 10 páginas dos Maias durante os próximos 10 anos, naquela base do quando acabar volta ao início.

Em segunda instância, os tribunais espalhados pelo país que se têm divertido a aceitar e recusar candidaturas a seu belo prazer, sabendo de antemão que a decisão final caberá sempre ao Tribunal Constitucional, por isso, tudo o que até lá suceder é só para divertir a a malta e ocupar neste verão os empreendedores políticos do Bloco de Esquerda. Mais, não cabe na cabeça de ninguém que algo aparentemente simples possa ser avaliado de diferentes formas por juízes diferentes.

Em terceira instância, o Tribunal Constitucional. Ora bolas, ou estavam cheios de trabalho até ir de férias, o que me custa muito a acreditar, ou então, deixar arrastar o assunto até às férias de verão, que naquelas bandas são duas ou três vezes mais alongadas do que as do comum dos mortais, para que a decisão sobre esta matéria seja tomada em vésperas de eleições por metade dos juízes que ficou de sentinela, é assim como que uma demonstração expressa de se estarem a cagar para o país.  Não são os únicos….

Mas o Pantomineiro vai dar uma ajudinha a esta gente! Bem sei que isso das câmaras é algo de subjetivo, é por isso preciso simplificar com algo de mais palpável e entendível para qualquer miúdo com 4 anos de idade. Recorro por isso ao mais banal dos insultos nacionais, pois este tema não é muito diferente do clássico “filho da” ou “filho de”. “Filho da” é algo de muito concreto, trata-se de uma senhora em particular, a quem todos reconhecem a profissão, não confundível com outra do mesmo ramo. Não há dúvida, é aquela e nenhuma outra de quem o sujeito é filho. Já “filho de”, é diferente, o individuo é filho de uma senhora da má vida, isso é um dado adquirido, mas não se sabe bem qual é, apenas que o é. Clarinho? Acho que agora fica bem mais simples a decisão do Tribunal Constitucional, só espero que não façam nenhuma confusão e não acabem por proibir os “filhos de” de se candidatarem a presidentes “de câmara”.

Por último, dizer que todo este tema é ridículo, para todos os efeitos é o povo que vota, e se este entende que pretende manter o mesmo presidente de câmara para o 15º mandato, então que assim seja! Se há poderes instalados, corrupção, favorecimento, então é um caso para a justiça atuar…. mas apenas e só se não estiver ocupada a pronunciar-se sobre estes fait-divers!

Pantomineiro Mor


8 comentários:

Marco Baptista disse...

Apesar de concordar inteiramente com a sua explicação. em que o "da" refere-se a algo específico, e o "de" refere-se ao abstracto. tenho um pequeno apontamento a fazer.
Ora antigamente poderiam ser todos considerados presidentes da câmara, visto que essa figura tratava-se sempre de alguém com raízes na sua cidade, era sempre uma pessoa com um grande papel interventivo na vida social, cultural e política da (SUA)cidade. Assim sendo era Presidente DA Câmara, era a única a que se candidatava, numa missão de contribuir para o desenvolvimento da sua cidade natal.
Hoje em dia temos profissionais de presidência de câmara. Cá para os meus lados tivemos um senhor que como back-ground político tinha o facto de ser inspector da PJ, escrever uns livros e fazer comentários em qualquer dos canais que o contratasse, encontrou uma câmara endividada e tratou de a colocar como a mais endividada do país, ora que belo trabalho, colocou parquímetros em toda a cidade para pagar umas obras de um jardim (pedisse os fundos ao FEDER, ou a outro parecido), no fim de tudo fugiu antes do final do mandato, alegando doença, mas rapidamente se candidatou a outra câmara da qual não tem afinidade nenhuma (Oeiras), não regressou à antiga câmara deixando o seu nº2 com a batata quente na mão.
Mas como este há mais uns quantos espalhados no país, a estes sim podemos chamar Presidentes de câmara, pois qualquer uma serve os seus interesses.
Quanto ao facto de só poderem ter 3 mandatos, acho mal, o Alberto João está no poleiro há mais de 25 anos, deve de ser o único cargo político em portugal em que pode estar no poder mais do que os três mandatos, deixem os senhores da política fazerem mais mandatos, e aliás depois para efeitos de reforma só quando fizessem mais de 36 anos de trabalho ou chegassem há idade da reforma,é que tinham direito a ela. e que não deveriam de existir reformas do estado e a outra da empresa que gere, ou de ter "trabalhado" em alguma Público-Privada.
Poupava o estado uns tostões valentes.

Pantomineiro Mor disse...

Caro Marco,

Também concordo consigo, em conversa de tasca, a política está uma badalhoquice e os PdC andam a saltitar pelo país!

Não deveria.... Mas tb não faz sentido proibir!

PM

Anónimo disse...

Ser presidente de Câmara tem as suas vantagens como conhecer vereadoras. Que diga o Menezes e o Seabra...ai Judite!

Pantomineiro Mor disse...

Será que agora vão conhecer novas vereadoras no Porto e Lisboa, respetivamente?

PM

Anónimo disse...

É preciso ter cuidado. Uma deputada do parlamento belga foi filmada em cenas dignas de um filme do Sá Leão com um sindicalista dentro do próprio parlamento.
Espero que não haja uma "sala oval" dentro do edifício da Câmara.

Pantomineiro Mor disse...

Imagino que a deputada estivesse com dificuldade em fazer ceder os sindicatos! Os meios justifiam os fins?

PM

Anónimo disse...

Se calhar aprendeu com Maquiavel ou então o marido não chegava (era casada)...fica a dúvida

Pantomineiro Mor disse...

Vou alinhar pela teoria de Maquiavel, sempre é menos desilegante!

PM

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