Ora ao que parece a Grécia caminha assim a passos largos para um terceiro resgate financeiro, pelo menos a julgar na avaliação do ministro das finanças alemão, que em plena campanha eleitoral das eleições legislativas de setembro são uma pedrinha no sapato da nossa amiga gorducha, a tentar um terceiro mandato. Mas perguntas tu: porque é que seria uma pedra no sapato???? É que por lá, os alemães andam assim como que desconfiados à ideia de enterrar mais dinheiro nos calinas dos gregos. Sumarizando a opinião pública alemã, eles são o motor da Europa e trabalham que se fartam para sustentar os povos do sul da Europa, pouco propensos a desenvolver atividades pouco populares como as atividades profissionais e afins. E em bom rigor não estão totalmente errados, mas também não estão a ver o outro lado da moeda, pois os calinas do sul também sustentam a economia alemã, ávidos de consumir BMW’s & Co. Mas também não é lá grande trunfo, porque a Alemanha à muito que pisca o olho a outras geografias, esmifrados que estão os gregos, portugueses e outros povos do sul europeu.
Mas cá na minha ideia, falar num terceiro resgate grego é garantir que não se fala de outras coisitas mais graves, e pelo meio até poderá a gorducha argumentar que, à exceção dos gregos, a Europa é feita por alunos de primeira fila como Portugal, onde, imagine-se, o PIB já cresce e o desemprego diminui. Que coisas mais graves? Sem pressas, gostaria de elaborar um pouco sobre Portugal.
Numa falsa prudência, lá vai o governo promovendo os seus feitos económicos que até este verão se continham no equilíbrio da balança corrente e no tão reputado regresso aos mercados. Verdade seja dita, lá calou a oposição e enterrou, ainda que superficialmente em areias movediças, os swaps. Pois, mas o que é curioso é que em breve, talvez depois das autárquicas, se comece a falar do segundo resgate a Portugal, pois as necessidades de refinanciamento da nossa República são elevados em 2014 e 2015, e por mais bem sucedidas que tenham sido as tímidas incursões do IGCP nos mercados financeiros até hoje, ninguém acredita que sem o apoio da Troika Portugal se consiga financiar a taxas de juro minimamente próximas do que pagamos atualmente à Troika. Mas é bom para o turismo, só em avaliações troiquistas é um fartote em hotéis e restaurantes, e já agora é de referir, eles só gostam do melhor (quer dizer agora com o indiano não sei, mas tenho cá na minha ideia que ele não dorme numa cama de pregos debaixo da ponte).
Voltando às coisas mais graves….. bem, basta pensar que a União Europeia é constituída por 28 países, dos quais 17 partilham a mesma moeda, o Euro, mas sem harmonia fiscal, sem poderes governativos relevantes centralizados, sem língua ou cultura que de alguma forma contribua para uma Europa tipo Estados Unidos, em que os países não são mais do que estados federais. Alguém acha que é sustentável? Só mesmo colado com cuspe, não? Mais, cada dia que passa agravam-se as tensões entre países, e no dia em que países de relevo, como Espanha ou Itália comecem a dar de si e a pendurar as suas dívidas no bengaleiro europeu, então aí a Europa vai mesmo abanar, e havemos de chegar lá! Não cheira a III guerra mundial, mas olha que não cheira nada bem. Mas a lógica é simples, isto da Europa é como um enorme banquete, em que durante a refeição todos enchem à grande o bandulho, e no fim, quando o do lado te pede para pagar a conta dele, pagas o teu, dizes que trouxeste os tostões contados e dás de frosques!
Pantomineiro Mor




4 comentários:
A Grécia nunca devia ter entrado no euro já um facto há muito sustentado. Mas se a Grécia cair, Portugal pode cair, segue-se a Espanha, Irlanda e Itália. Acaba-se euro e os bancos alemães não voltam a rever o dinheiro que investiram em obrigações gregas, portuguesas, etc.
Para já fica tal como o Chipre que "vendem" a nacionalidade cipriota a quem quer investir naquele país de forma significativa.
Se calhar o Estado português devia "leiloar" a nacionalidade portuguesa para atrair investimento
Concordo com o desmoronar do Euro se a Grécia sair.
Vender a nacionalidade pode ser uma solucao, capitalizar nas poucas vantagens que ainda temos...
Já somos um "paraíso fiscal" para reformados estrangeiros.
Se calhar vão surgir agências de casamento para juntar a velhada estrangeira com reformas ao nível de um Juíz do supremo com a malta nova tuga
E olha que é capaz de ser o caminho a seguir, Portugal pode estar para a Europa como a Florida para os EUA. Há que capitalizar no que temos de bom!
PM
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