sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Crise? Vi uma grande CRISE de espaço na praia, isso sim...


As férias estão a acabar! Já estamos a 23 de agosto e grande parte do merecido repouso que o tuga, depois de uma ano assoberbado por pensamentos omnipresentes sobre a nossa crise, já está a chegar ao fim. Durante este mês, não fossem os sempre insistentes media a tentar puxar qualquer coisa de debaixo do tapete, e tudo pareceria normal. Eu passei pelo Algarve e de facto a única crise que vi foi a de espaço para plantar o meu guarda-sol, estender a minha toalha e assentar arraial com a família. Aí é que eu senti uma grande crise, de resto, nem por isso.

Admito que algumas famílias, em prol de uns diazitos a banhos tenham sacrificado umas refeições, confinadas no período de estadia no sul a atum e sardinha em lata, com muita batata frita de pacote,  num enjoo repetido só quebrado por um final de semana em que a caça ao berbigão deu os seus frutos. Possível, mas os restaurantes estavam bem compostos e não era só estrangeirada! Começo a pensar que isso da crise é psicológico, derivado a uma contaminação generalizada levada a cabo pelos media em Portugal, ou então estamos a sofrer por antecipação! Sem desmerecer o respeito aos que verdadeiramente foram afetados pela crise, casos de famílias desempregadas e afins, acho que a grande maioria que se queixa desalmadamente ainda não sabe bem o que é a crise, aquela que nos faz sofrer porque nos tira o pão da mesa e nos ameaça com um novo teto debaixo da ponte. Ainda estamos longe, mas para lá caminhamos, é só a Europa se esfrangalhar, o que pode suceder num ápice, porque isto está tudo coladinho com cuspe, e aí vamos poder chorar justificadamente a dita crise. Fica a nota para os anarquistas de esquerda que defendem a rebeldia da República de Portugal, num regresso forçado ao já enterrado escudo: não há como ser uma boa solução, embora não diga que não possa ser desenterrado por motivo de força maior. Se isso suceder, é melhor começar a investir novamente na extração de volfrâmio  e urânio a potes. Ok, exagerado, não acho que iremos chegar a cenários bélicos, mas enfim, secalhar não vamos andar longe.

Assim sendo resta-me desejar um bom fim de férias aos que ainda delas usufruem, as minhas já eram. Aos que não sabem bem o que isso é por passarem os 12 meses do ano na vida airada à procura de emprego, e de preferência que dê pouco trabalho, uma boa continuação setembro dentro, do meu lado, já vi o recibo de vencimento, e check nos descontos para a segurança social, não quero que vos falte nada!

Pantomineiro Mor

8 comentários:

José disse...

Há crise, mas os jovens estão muito mal habituados. Na minha terra abriram concursos para cantoneiros/varredores de ruas e ninguém se inscreveu. Os jovens hoje em dia tiram uma licenciatura rafeira à base de "trabalhos" e borracheiras e querem andar de costas direitas a vida toda. Grande parte deles não querem trabalhar. Muitos têm que se aperceber que nem todos podem ser "doutores" e que quem tira esses cursitos rafeitos tem que se mentalizar que ou vai fazer trabalho de 9 ano ou 12 ano ou então que vai ficar em casa. Mesmo para os bons cursos não está fácil.
Eu gosto do PS mas acho que foram eles que arruinaram isto tudo ao andarem a dar subsídios para tudo e mais alguma coisa. Deviam de cortar tudo e esses tipos que recebem o rendimento mínimo deviam de trabalhar umas certas horas para a comunidade. Era metê-los a limpar mato e rapar as ervas nas valetas das ruas. O que os portugueses gostam é de boa vida. Claro que existem muitas excepções e muita gente que até gostaria de trabalhar e não tem oportunidade. Mas grande parte dos portugueses, sobretudo os jovens, são uns podres, viciados em roupa, telemoveis, cafés e boa vida e ainda se queixam da crise. Portugal ainda é um sítio bom para se viver. O estado devia de cortar a maioria das pensões que dá e reduzir ao máximo o número de funcionários públicos onde a maioria não fazem nada de nada. É só tachos. Faz muito bem o PSD em estar a cortar muitas coisas. Os portugueses têm muitos vícios.
É inadmissível, por exemplo, a quantidade de jovens que não trabalha e que não sao auto-sustentáveis terem um carro por exemplo. Porque não andam a pé ou de transportes públicos. Já perdi a conta à quantidade de jovens que anda de carrinho. Eu que trabalho e tenho 24 anos ainda não tenho carro. Ando a pé e de transportes públicos que me lixo. A mentalidade portuguesa precisa de ser limpa. Está muito podre.

Pantomineiro Mor disse...

Divergentes no futebol, convergentes em política! Valha-nos isso.

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PM

Anonymous disse...

essa convergência não é meramente política.. o pantomineiro identifica-se com os ideais e valores do josé.. simplesmente não sabe separar a clubite das opiniões do josé, que já tive a oportunidade de ler, e que são bastante assertivas e coerentes... não custa concordar mesmo sendo de outro clube.. Quanto À crise? esqueçam.. ainda vai muita gente perceber que de facto existe todo um mundo de bastidores a marionetar a humanidade.. mas isso, a seu tempo!

Pantomineiro Mor disse...

Quanto à crise, estamos todos em linha, o mundo é de um restrito conjunto de pessoas e organizações que puxam para onde querem! Em relação ao José, concordo que é assertivo, mas o FC Porto foi um clube condenado na justiça desportiva por corrupção, acho que isso só por si dá legitimidade para questionar o respetivo mérito em qualquer circunstância, mesmo quando ele eventualmente existe. São os riscos de brincar com o fogo...

PM

Anónimo disse...

O José se precisa tanto de um carro pode ir ao facebook e pedir ao Lorenzo Carvalho que lhe dê um já que ele gosta de ajudar muita gente.
Quanto ao post, se é para levar uma vida de trabalho 12h por dia e a ganhar pouco, nada melhor que ir à praia e apreciar uns corpos esbeltos tugas ou estrangeiros(no meu caso mulheres) para esquecer que é preciso trabalhar para sustentar quem não trabalha.

Pantomineiro Mor disse...

Receio que não seja suficiente! Mas deve ser trauma, de ver os que nao trabalham ir para a praia e eu a ir trabalhar!

PM

Anónimo disse...

Como diz o nosso Coelho, o Desemprego é uma "oportunidade de mudança de vida". Porque não começar a fazer praia mais vezes ao ano? "Muda de vida se não estás satisfeito" bela letra musical

Pantomineiro Mor disse...

Olha que já estive mais longe caro leitor....

PM

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