sexta-feira, 19 de julho de 2013

Quando não se quer fazer nada na vida vai-se para a FOTOGRAFIA

É pelo menos a ideia que eu tenho. Posso estar enganado, e não se deduza que estou a dizer que não há bons fotógrafos, que há, agora que pelo meio há muita banhada, lá isso há! Se é uma arte? Com toda a certeza, e há até quem entenda muito disso, não é o meu caso, mas lá vou sabendo quando parece haver talento ou quando é só treta.





Até há cursos para aprender a bater chapas e tudo, e isso em muito tem fascinado os portugueses sem nada para fazer, ao mesmo tempo que vai iludindo alguma maltinha mais crédula, que se convence que ao premir o gatilho está a gerar uma imagem para a posteridade. Há poucas profissões ou hobbies onde se pode esconder tão bem a falta de talento como na fotografia. Um maratonista tem que correr mais do que os outros, um vendedor ser mais persuasivo que os demais, e um cirurgião, enfim, saber da poda, senão não se aguenta.

Na fotografia há os de topo que recolhem a anuência dos especialistas, e depois um maralhal terrível onde se intervala o bom , com o mediano e o rasca, sendo que até o rasca pode ter aquela sorte da coisa sair bem uma vez. Por isso a maltinha que não serve para nada vai-se refugiando por aqui, neste espaço aberto de avaliação subjetiva onde não há bem o quem corre mais, mas sim uma visão diferente sobre a realidade, ou uma interessante perspetiva sobre o tema, quiçá, uma lufada de ar freco no mundo da fotografia, tudo só para camuflar uma falta de jeito incrível para vencer numa sociedade competitiva. Pelo meio, uma colher de chá de preguiça, porque quem anda no mundo da fotografia arranha pouco, muito pouco....


Pantomineiro Mor

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