
Como? Muito simples,
o líder do PS ficou entre a espada e a parede, ou melhor dizendo, sem saída
airosa possível da situação. Ou o PS se afirmava como um partido responsável e alinhava
no arco da governação, traindo o discurso populista da nova era Tózé, que
cheira a léguas à conversa fiada da esquerda bloquista e comunista, mas com
aspirações reais a governar, ou então batia o pé, insistia na fórmula mágica do
crescimento económico, e aí alimentaria a ideia de que os únicos a poder
governar um país em crise seriam os que já lá estão, escudados no sentido de
estado e na velha máxima do Nilton “PAGA O QUE DEVES”.
O Tózé alinhou pela
segunda possibilidade, na da conversa fiada até ao fim, rompeu com a ideia do
arco governativo, não se deixou iludir por eleições antecipadas já em 2014, e
claro, entalou-se a ele e ao PS também. Mas alinhar no arco governativo dava
uma entalão ainda maior, a menos que houvesse arte e engenho para alinhar com o
arco governativo e em simultâneo acordar meia dúzia de balelas de cariz
populista que o PS poderia atirar à cara do povo português depois de fechar o
acordo de salvação nacional. Mas não foi capaz, aliás, o PS de Tózé Seguro teve
ainda a brilhante ideia de votar favoravelmente uma moção de censura ao mesmo
tempo que a condenava na Assembleia da República! Isto não existe, certo?
Enfim, sem querer, o
Tózé acabou por fazer o que de melhor podia ter feito para o país! Isto é,
reforçou o moral governativo, de rastos desde a deserção do Gaspar e da
irrevogável demissão do Portas, ao ponto de andarem aos abraços e beijinhos na
praça pública, e garantiu também que tem os seus dias contados à frente do PS,
o que se saúda porque os socialistas aguardam ansiosamente por um líder capaz
de ser alternativa à direita nacional. A estocada final será uma magra vitória
nas próximas eleições autárquicas, e ainda bem, pela continuidade de Portugal,
à margem de balelas e tipos que de política percebem pouco, e governar e
trabalhar ainda menos!
Pantomineiro Mor




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