sábado, 27 de julho de 2013

O entalão de CAVACO a Tózé Seguro


Há mais ou menos 15 dias parecia que o nosso Presidente da República tinha dado um puxão de orelhas a toda a classe política, e na verdade deu, mas houve um partido que levou uma dentada na orelha, não foi só um puxão. Pois, o PS, ou melhor, o seu líder, Tózé Seguro.

Como? Muito simples, o líder do PS ficou entre a espada e a parede, ou melhor dizendo, sem saída airosa possível da situação. Ou o PS se afirmava como um partido responsável e alinhava no arco da governação, traindo o discurso populista da nova era Tózé, que cheira a léguas à conversa fiada da esquerda bloquista e comunista, mas com aspirações reais a governar, ou então batia o pé, insistia na fórmula mágica do crescimento económico, e aí alimentaria a ideia de que os únicos a poder governar um país em crise seriam os que já lá estão, escudados no sentido de estado e na velha máxima do Nilton “PAGA O QUE DEVES”.


O Tózé alinhou pela segunda possibilidade, na da conversa fiada até ao fim, rompeu com a ideia do arco governativo, não se deixou iludir por eleições antecipadas já em 2014, e claro, entalou-se a ele e ao PS também. Mas alinhar no arco governativo dava uma entalão ainda maior, a menos que houvesse arte e engenho para alinhar com o arco governativo e em simultâneo acordar meia dúzia de balelas de cariz populista que o PS poderia atirar à cara do povo português depois de fechar o acordo de salvação nacional. Mas não foi capaz, aliás, o PS de Tózé Seguro teve ainda a brilhante ideia de votar favoravelmente uma moção de censura ao mesmo tempo que a condenava na Assembleia da República! Isto não existe, certo?


Enfim, sem querer, o Tózé acabou por fazer o que de melhor podia ter feito para o país! Isto é, reforçou o moral governativo, de rastos desde a deserção do Gaspar e da irrevogável demissão do Portas, ao ponto de andarem aos abraços e beijinhos na praça pública, e garantiu também que tem os seus dias contados à frente do PS, o que se saúda porque os socialistas aguardam ansiosamente por um líder capaz de ser alternativa à direita nacional. A estocada final será uma magra vitória nas próximas eleições autárquicas, e ainda bem, pela continuidade de Portugal, à margem de balelas e tipos que de política percebem pouco, e governar e trabalhar ainda menos!


Pantomineiro Mor

1 comentário:

Anónimo disse...

Este blog é patrocinado pelo Passos Coelho o Maior Ladrão de Portugal a seguir ao Sócrates.

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