quarta-feira, 29 de maio de 2013

Os VELHOTES são a arma política do momento



Não há político demagogo que atualmente se poupe na defesa oratória dos pensionistas. Que é uma afronta, que não aguentam mais austeridade, que o Estado Social está em causa, e claro, por último, com o alto patrocínio da comunicação social, o clássico, “depois de uma vida inteira de trabalho...”.

Nem ponho em causa que muitos pensionistas tenham atrás de si uma longa e dura vida de trabalho, mas a verdadeira questão é: o que descontaram muitos deles para agora receber uma pensão? Pois é, muitos nunca descontaram um tostão ao longo da sua vida, e no entanto o Estado paga-lhe um valor, reduzido é certo, mas paga. Ora se nunca descontaram, de onde vem o bago para pagar estas pensões? É que ele não nasce das árvores...... alguém explique isto aos comunas sff.

Em resposta, a geração do baby boom pós segunda guerra mundial, que com os seus descontos tem vindo a suportar as pensões dos seus pais, sustentável apenas porque esta geração é em número bem superior à dos seus pais. Sustentável? Apenas se a geração do baby boom desse lugar por sua vez a uma outra geração de baby boom, o que em Portugal não foi de todo o caso. A natalidade mirra a olhos vistos e quando os baby boomers chegarem à idade de reforma não haverá um tostão furado para lhes pagar as reformas pelo caminho que alegremente estamos a percorrer.

Ora o que é mais justo: Pagar menos a quem nunca descontou ou não pagar nada a quem descontou a vida inteira? Bem sei, pagar a ambos uma justa reforma seria a resposta mais bondosa, mas infelizmente, volto a repetir, o bago não nasce nas árvores! Há que escolher, e se pelo meio da discussão podemos atirar à direita e à esquerda para apurar responsabilidades sobre uma evidente má gestão do Estado, a verdade é que a sustentabilidade da Segurança Social não vai desaparecer, muito pelo contrário, cada dia que passa é mais premente assegurar que no futuro ainda haverá pensionistas (sim, porque sem carcanhol não há pensionistas, apenas velhotes!!!).

Para ser franco e para terminar, tenho a dizer que me cansa cada vez mais a conversa furada que ouço todos os dias ao virar de cada esquina. Resolver o presente e preparar o futuro que é bom, nadinha mesmo. Vá, uma última palavra de otimismo para o país... SÓ NOS FALTA FAZER!


Pantomineiro Mor

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